3 em 3: traz garfo e faca por favor

06 julho 2014

Não consigo desapegar dessa vibe gordice que o fim de semana tá me proporcionando. Apenas preciso falar sobre comida. Porque sim, porque comida é vida e porque tô sem assunto pra hoje e antes falar disso do que comentar o clima, certo? Ninguém merece conversa de elevador, awkward.

E aí que eu juntei a tag 3 em 3 do blog com o máximo de gordura trans que eu consegui imaginar só pra comentar os doces mais gostosos e mais difíceis de encontrar por aí. O útil agarradinho no agradável, já que a gente vai só passar vontade. 

Sorvete de Pistache 


Eu não sei o que é pistache, só sei que é verde e talvez com coisinhas crocantes em cima. É que eu nunca vi pra vender na minha cidade. Mas isso não impede de ser o meu sabor favorito de sorvete, mesmo nunca tido experimentado. Detalhes, gente. Sabor bom é sabor difícil de achar, nada de um chocolate básico nem nada, a gente quer é pistache. #VaiTerPistache 

Macarons


Cabô isso de cupcake, o muso dos hispters agora é o macaron. Que, aliás, não é massa italiana, é essa coisinha com cara de biscoito recheado, porém colorido e talvez mais gostoso. O primo rico dos biscoitos, será? O problema é que só vejo disso em filme e casamentos. E casório tá bem em falta ultimamente. 



Bolo de Chocolate Obsceno


Boatos que bolo de chocolate é bom de qualquer jeito e se encontra aos montes por aí. Mito. Só há um bolo de chocolate que te deixa com vontade de mergulhar numa banheira abarrotada dele. E só vende aqui gente. O negócio é tão bom que ganhou até nome obsceno: orgasmo de chocolate. Só sei que vende na Pé de Moleque, que tem num shopping daqui. Se tiver na sua cidade vai correndo lá, nem é merchan gente, é sincero. 

Meus dias de hula hula

04 julho 2014

Eu tô vivendo um momento agoniante de nostalgia ultimamente. Agoniante porque isso é o primeiro indício de que tô ficando velho, um tipo de amostra grátis do que vai ser minha crise da meia-idade (ugh). Dia desses eu tava rememorando as ultimas vezes que eu fui à praia, realidade distante porque agora não vejo benefício nenhum em voltar cheio de areia, sal, olho ardido e queimaduras beirando o segundo grau. Não compensa, apenas. 

Mas uma coisa faz falta: comida de praia. Convenhamos que comida é o que move o mundo. E o que eu não daria por um hula hula??? Não a dançinha havaiana com coquinhos e saias de palha, não gente. Mas uma bebida deliciosa com gostinho de vida. Vou até explicar como faz:


{ilustração daqui ó}

Primeiro você arranja um abacaxi, nem precisa ser doce porque ele não vai na receita não. Nele é onde vai a bebida em si. Toda a graça da coisa tá aí. E hula hula sem abacaxi é o mesmo que cosmopolitan servido em copo descartável. Daí você reaproveita todo o miolo do abacaxi em outra coisa, exercite sua criatividade. Abacaxi oco cortado ao meio, já temos um copo e podemos partir pra bebida.

Que não é nada mais que morango (você pode usar o abacaxi aqui também), leite condensado e vodca bem batido e despejado de volta no nosso abacaxi. Mais fácil que cup noodles.

Acorda Brasil, vamos hypar essa coisa que é pra eu poder comprar em qualquer lugar. Agradecido. Aliás, não coloquei medidas nem nada porque isso não é blog culinário ainda. E à gosto sempre dá certo. :)


3 em 3: uma rainha, um labirinto e um pseudo anos 50

02 janeiro 2014

Você não sabe o quanto é viciado em alguma coisa até estar se debatendo por abstinência. Não que eu tenha chegado a tal ponto, mas senti na pele o que é ficar longe de um computador por semanas (que se transformaram em décadas de tão longas). E enquanto o meu computador não voltava do coma induzido (que eu descobri, mais tarde, ser um problema na memória ) gastei todo o meu tempo de ócio nutrindo uma paixão antiga: filmes. Mesmo não tendo um catálogo muito extenso, já que eu tava dependendo da tevê e dificilmente passam filmes bons (ou decentes ou que não tenha um cachorro como protagonista), escolhi três deles pra convencê-los de assistir também. Sem resenhas, apenas três motivos pra vocês saírem correndo pra locadora mais próxima.

Marie Antoinette


#1 O filme tem um dos visuais mais lindos da história do cinema.  A fotografia, o figurino e afins praticamente cheiram a cupcakes e macarons. Tudo muito colorido e envolto em tons pastéis. Nada exagerado, só o suficiente pra te fazer querer se jogar num tigela de cobertura pra bolo. Não é a toa que levou o Oscar de Melhor figurino (2007).

#2 É dirigido por Sofia Coppola. A moça , que apesar de ter um currículo mínimo se comparado ao talento, dirigiu The Bling Ring e é especialista em levar o espírito de ostentação dos personagens pros seus longas.

#3 É de época, mas você vai ficar em dúvida. O filme conta a história de Maria Antonieta se tornando rainha em épocas de Revolução Francesa. Mas o longa é inteiro regado por trilhas sonoras atuais de rock alternativo e festas que, não fosse o figurino, poderiam ter saído de Gossip Girl.  


O Labirinto do Fauno


#1 Não é um filme infantil, sério. Esqueça o título e tudo o que você sabe sobre faunos (Grover ou Sr. Tumnus, nem pensar). Esse pode até te dar medo, assim como o restante dos personagens ou o labirinto um tanto macabro. O longa é quase um terror.

#2 Você vai gostar da Ofélia. É pelos olhos da menina que a gente conhece o lugar de verdade e dificilmente você não vai se ver encantado por ela até o choroso final do filme.

#3 Não é americano. O filme é espanhol e mexicano. Dirigido por Guillermo del Toro, que também filmou O Orfanato (só ressaltando que o filme é um tanto sombrio).

The Spirit


#1 Podia se passar nos anos 50. O filme é todo filmado num maior estilo noir, exala anos 50 com os figurinos e até na forma canastrona dos personagens. Mas eles tem internet por lá.

#2 Você deve gostar do elenco. Admito que não faço ideia de que interpreta o herói do filme, mas who cares quando se tem Scarllet Johansson, Eva Mendes e Sarah Paulson (a Lana de American Horror Story) dividindo a cena.

#3 É sobre um super-herói, mas é bom. É um dos poucos filmes que mostra o que há por trás do justiceiro e não um amontoado de cenas de luta contra o vilão.