3 em 3: uma rainha, um labirinto e um pseudo anos 50

02 janeiro 2014

Você não sabe o quanto é viciado em alguma coisa até estar se debatendo por abstinência. Não que eu tenha chegado a tal ponto, mas senti na pele o que é ficar longe de um computador por semanas (que se transformaram em décadas de tão longas). E enquanto o meu computador não voltava do coma induzido (que eu descobri, mais tarde, ser um problema na memória ) gastei todo o meu tempo de ócio nutrindo uma paixão antiga: filmes. Mesmo não tendo um catálogo muito extenso, já que eu tava dependendo da tevê e dificilmente passam filmes bons (ou decentes ou que não tenha um cachorro como protagonista), escolhi três deles pra convencê-los de assistir também. Sem resenhas, apenas três motivos pra vocês saírem correndo pra locadora mais próxima.

Marie Antoinette


#1 O filme tem um dos visuais mais lindos da história do cinema.  A fotografia, o figurino e afins praticamente cheiram a cupcakes e macarons. Tudo muito colorido e envolto em tons pastéis. Nada exagerado, só o suficiente pra te fazer querer se jogar num tigela de cobertura pra bolo. Não é a toa que levou o Oscar de Melhor figurino (2007).

#2 É dirigido por Sofia Coppola. A moça , que apesar de ter um currículo mínimo se comparado ao talento, dirigiu The Bling Ring e é especialista em levar o espírito de ostentação dos personagens pros seus longas.

#3 É de época, mas você vai ficar em dúvida. O filme conta a história de Maria Antonieta se tornando rainha em épocas de Revolução Francesa. Mas o longa é inteiro regado por trilhas sonoras atuais de rock alternativo e festas que, não fosse o figurino, poderiam ter saído de Gossip Girl.  


O Labirinto do Fauno


#1 Não é um filme infantil, sério. Esqueça o título e tudo o que você sabe sobre faunos (Grover ou Sr. Tumnus, nem pensar). Esse pode até te dar medo, assim como o restante dos personagens ou o labirinto um tanto macabro. O longa é quase um terror.

#2 Você vai gostar da Ofélia. É pelos olhos da menina que a gente conhece o lugar de verdade e dificilmente você não vai se ver encantado por ela até o choroso final do filme.

#3 Não é americano. O filme é espanhol e mexicano. Dirigido por Guillermo del Toro, que também filmou O Orfanato (só ressaltando que o filme é um tanto sombrio).

The Spirit


#1 Podia se passar nos anos 50. O filme é todo filmado num maior estilo noir, exala anos 50 com os figurinos e até na forma canastrona dos personagens. Mas eles tem internet por lá.

#2 Você deve gostar do elenco. Admito que não faço ideia de que interpreta o herói do filme, mas who cares quando se tem Scarllet Johansson, Eva Mendes e Sarah Paulson (a Lana de American Horror Story) dividindo a cena.

#3 É sobre um super-herói, mas é bom. É um dos poucos filmes que mostra o que há por trás do justiceiro e não um amontoado de cenas de luta contra o vilão. 

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